Caos
Final de tarde, um céu azul bebê inunda toda a extensão que os meus olhos alcançam. Apesar do fundo ser leve, só há pinturas grotescas em cores pretas e cinzas, todas em plena solitude. Diria que se parece como o mar, em meio a tormenta. O vento gelado, as luzes ofuscantes, as cores gritantes das casas, a natureza em sincronia, a lua com sua beleza simples, o chão de terra batida, o parquinho, o campo de futebol, os tijolos quebrados, em tudo isso existia mais vida, mais sentimento. A pintura mais grotesca não está no céu, ela está na monotonia que atingiu esse lugar e a tormenta existe pelo descaso. Vejo medo no horizonte, vejo esse medo em formato de esquecimento, e esse medo estará presente no futuro.
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