Será efêmero ?

Vivo em becos, dores não sinto mais, o frio não passa de um velho companheiro e a solidão virou minha eterna inquilina. Ó Mundo, mundo, quem te rege? Clamar por ti já não faz sentido, é exaustivo, impossível e convenhamos muito doloroso. Transparência é raridade, as pessoas tornaram-se auras negras, e a energia que corre em minhas veias é sugada hora após hora. Há tristeza, individualidade e tormento, mas não existe reflexão sobre os problemas, na verdade hesitam em falar. Afinal, são tempos superficiais. Menosprezam a empatia, compreensão e possibilidades, pois a confiança está  trancada em um calabouço  úmido, escuro e com localização desconhecida. Ó mundo, mundo, quem te rege? Pois a minha fé em ti é inexistente. Não serei vítima do seu caos.


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