Fênix

Morte, Morte...

Tenho medo da sua convenção.

Tenho medo da sua oração.

Tenho medo dos seus pesares.

E temo seus pares. 

Morte, Morte...

Imagino sua sintonia.

Imagino sua frieza.

Imagino seu ítimo.

E imagino os seus temores. 

Morte, Morte...

Parece estranho escrever assim.

Parece estranho sentir assim.

Parece estranho nunca ter me questionado assim.

E parece estranho presenciar seu poder assim. 

Morte, Morte...

Sinto muito pelas nossas lúxurias.

Sinto muito pelos nossos egoísmos.

Sinto muito pelos nossos afazeres.

Mas eu realmente sinto muito...

Por não apreciarmos os sorrisos.

Por não apreciarmos os segundos. 

Por não apreciarmos os amores.

Por não apreciarmos a nossa estadia nesses corações. 

Sinto muito.

Sinto muito.

Mas, não há um mas.

Mas, não há um minuto a mais.

Então eu apenas sinto.

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