Solidão
Quando criança tinha um grande problema: aceitar a solidão. Depois de anos o problema se inverte como uma roda gigante, meu tempo em convívio com ela passou de horas, dias e agora já ultrapassa os meses. Tornou-se um ciclo vicioso. Sou estranha, penso isso porque em determinadas épocas sou muito sociável, em outras evito falar um simples oi aos conhecidos, ou acabo, sem intenção, ignorando meus próprios amigos. Fecho-me em meu mundo e aprecio a beleza que compete ao silêncio. Obviamente já não sou criança ou adolescente, passei por tantas coisas que muitos não acreditariam em tamanha ousadia- ou estupidez, e com isso me descubro uma menina que passa a maior parte do tempo perdida em seus próprios pensamentos, paranoias: vulnerabilidade por não abranger os padrões. Uma mulher que tem dificuldades em apreciar a própria luz, beleza ou intelectualidade, adjetivos que foram cultivados por ela mesma. E apesar desses detalhes, ela carrega um sorriso que transborda esperança.
Comentários
Postar um comentário