Pássaro Negro
A moça não deveria escrever a carta. Mas o seu coração suplicava, e ela não conseguia dizer não. Os sentimentos que acometem o pássaro negro nessa madruga são: silenciosos, frios, assustadores. É a devastação. Segundos no passado ou no futuro teriam dado continuidade a ordem emocional, mas não. Amar é verbo que não existe na transitividade, tudo que reluz é perspectiva de um olhar atônito. Subjacente, intensa, e fulminante, e é por isso que a alma virgem padece em um coito interrompido. Amou, confiou, mas antes de ser usada. É fácil julgar e querer reciprocidade em tão pouco tempo, mas há sentimentos que devem ser conquistados. O psicológico dessa moça sempre acaba destruído, e no final ela regride e implora de várias formas, hábito que ela tenta desconstruir mas, às vezes acaba caindo na armadilha da amnésia intencional. Ela sentiu até morrer, e aconteceu, ela não é mais a mesma. O pássaro Negro analisou você: homem. Quatro situações manipuladas, sem trunfo. Serviu de lição, ela rasgou à carta, a saudade dói menos e cura mais. O coração dela floresce! A desilusão causada ficou no passado, juntamente com o homem. A dor foi proposital. Está última menção é ensurdecedora.
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